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Postado em: fev 03 11:46 Acordo que barateia carros importados do México está ameaçado

O governo brasileiro vai rediscutir os termos do acordo automotivo com o México. A preocupação é com o aumento das importações de carros e o desequilíbrio na balança comercial.

A balança dos carros pende para o lado mexicano. As importações de lá para nós aumentaram 40% no ano passado e o Brasil quer botar um freio no carro deles.
O México já é o terceiro maior vendedor para o mercado brasileiro. Só perde para a Argentina e para a Coreia do Sul.

Hoje, o México tem privilégio digno de Mercosul: não paga o pesadíssimo imposto de importação, cobrado da concorrência asiática, por exemplo. Para isso, os mexicanos precisam vender para nós, um carro com pelo menos 60% da produção realizados dentro do México, e não em outros países.

Mas, o governo brasileiro fez as contas e descobriu que, por uma brecha do acordo, o que não significa nenhuma irregularidade, o chamado índice de nacionalização do carro mexicano não passa de 16%.

O governo brasileiro só não reclamava porque a gente vendia muito mais carros para os mexicanos que eles para nós. Mas a situação se inverteu drasticamente e, segundo uma fonte do governo ouvida pelo Jornal Nacional, o Brasil já avisou ao México que vai mudar os termos do acordo. De qualquer forma, mudanças, ou mesmo o fim do acordo automotivo, precisam respeitar um período de 14 meses de carência para entrar em vigor.

A Anfavea, que representa os fabricantes instalados no Brasil, considera importante a manutenção do acordo. Mas entende que acordos internacionais são dinâmicos e podem ser atualizados, ampliados ou ajustados.

Para o consultor André Beer também: “Quando você fecha uma porta, você cria, na verdade, uma barreira. E pode criar outros tipos de barreiras que não atendem nem ao Brasil nem ao México. A discussão toda está centrada no problema do balanço de divisas, que é a balança comercial”. (Fonte)

03/02/2012