O afastamento de Sérgio Gabrielli da liderança da Petrobras, parceira estratégica da Galp para o mercado brasileiro, é apontado localmente como um reforço da influência da presidente Dilma Rousseff na petrolífera. Para o seu lugar foi agora indicada Graça Foster, amiga da chefe de Estado brasileira que sempre esteve alinhada com as suas posições.
A escolha significa, de acordo com informações recolhidas pelo Brasil Económico junto de fonte ligada ao processo, que a Petrobras "não vai perder tempo a discutir as directrizes do governo". O histórico presidente da Petrobras - esteve nove anos no cargo - desdramatiza a polémica gerada à volta do caso e afirma que a sua saída estava a ser preparada há muito tempo, devendo agora tornar-se uma realidade na reunião do conselho, a 9 de Fevereiro.
Sérgio Gabrielli nega ainda que tenha sido afastado para que Dilma Rousseff tivesse maior controlo sobre a companhia, através da indicação de uma amiga pessoal. "O Governo sempre teve e terá o controlo sobre a Petrobras, porque é maioritário no conselho que decide as políticas da companhia", afirmou o gestor à margem do Fórum Económico Mundial, em Davos. O executivo garante ainda que os projectos da empresa já estão aprovados até 2014, o que significa que a nova presidente só executará a programação já decidida e aprovada pelo executivo de Dilma Rousseff. (Fonte)
27/01/2012